A rápida evolução das ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e o crescimento da desinformação estão no centro dos debates do 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), realizado na Universidade de Brasília (UnB). Para especialistas, o momento exige que as faculdades priorizem uma formação baseada na ética e na verificação rigorosa de dados, indo além do simples aprendizado técnico.
Tecnologia como aliada, não substituta
Marluce Zacariotti, presidente da Abej, defende que a IA não deve ser vista de forma apocalíptica, mas sim como uma ferramenta que precisa ser dominada. Segundo ela, o papel humano no jornalismo — a capacidade crítica e a sensibilidade social — é o que garantirá a confiança do público em tempos de crise. A proposta é que temas como tecnologia e ética sejam trabalhados de forma transversal em todas as disciplinas curriculares.
Além da sala de aula, o encontro destaca a importância da extensão universitária para conectar os estudantes com a realidade social. Ao estabelecer parcerias com a comunidade, as instituições de ensino ajudam a decifrar os novos contextos políticos e econômicos, preparando profissionais mais aptos a lidar com as complexidades do ecossistema digital contemporâneo.



