A capital paulista recebe a partir desta quarta-feira (15) a exposição inédita “Atlântico Sertão”. A mostra propõe um novo olhar sobre a região sertaneja, indo além da visão técnica de bioma ou da imagem clássica da seca. O projeto coloca o sertão como uma construção imaginária potente e um território de resistência política e social em defesa dos direitos humanos.
O sertão como condição humana
Inspirada na célebre frase de Guimarães Rosa, “O sertão está em toda parte”, a curadoria de Marcelo Campos busca dar voz a individualidades que foram historicamente silenciadas. Diferente das representações coletivistas do século XX, a exposição foca na bravura sertaneja como ferramenta para romper opressões coloniais e sociais através da expressão artística contemporânea.
Conexão com as diásporas e a história
A mostra é parte de um projeto maior do Coletivo Atlântico, que já levou discussões sobre as diásporas africanas à ONU e debateu os povos originários durante o G20. “Atlântico Sertão” encerra esse ciclo ao conectar as histórias brasileiras de luta por direitos fundamentais com a estética e a filosofia de quem vive à margem das estruturas de poder tradicionais.



