Em um desabafo sobre os desafios da magistratura, a ministra Cármen Lúcia revelou que recebe constantes conselhos de familiares para abandonar o Supremo Tribunal Federal. O motivo seriam os ataques machistas e o discurso de ódio que ela enfrenta diariamente em sua função pública.
O impacto do ódio de gênero na justiça
Segundo a ministra, as ofensas direcionadas às mulheres em cargos de poder possuem um caráter sexista e desmoralizante, diferente das críticas feitas aos homens. Ela alertou que esse ambiente hostil pode afastar novas lideranças femininas do Judiciário, prejudicando a diversidade nas cortes superiores.
Apesar das pressões, Cármen Lúcia reafirmou seu compromisso com a legalidade e a imparcialidade em seus votos. Ela destacou que o momento de tensão social exige resiliência dos magistrados e que sua atuação continuará sendo pautada estritamente pelo que determina a Constituição Brasileira.



