Há exatos 50 anos, o Brasil perdia Zuzu Angel em um atentado forjado como acidente automobilístico no Rio de Janeiro. A estilista, que se tornou um dos maiores símbolos de resistência à ditadura militar, dedicou seus últimos anos à busca pelo filho, Stuart Angel, assassinado pelo regime em 1971.
A maternidade como ferramenta de denúncia
Segundo especialistas, a jornada de Zuzu exemplifica como mulheres na América do Sul transformaram o luto em ação política. Ao utilizar a imagem da mãe em busca de justiça, ela conseguiu humanizar as vítimas do regime e sensibilizar a opinião pública internacional, expondo as atrocidades cometidas nos porões da ditadura.
Diferente da luta armada, o movimento de familiares de desaparecidos focava na emoção e na sensibilidade para enfraquecer a imagem dos governos militares. O impacto de Zuzu foi amplificado por sua fama e conexões no exterior, tornando seu grito por justiça impossível de ser ignorado pelas autoridades da época.



