Para a organização Redes da Maré, a solução para os problemas históricos de saneamento no complexo de favelas exige uma abordagem macro. Maurício Dutra, coordenador da ONG, ressalta que apenas instalar tubulações de esgoto não é suficiente se não houver investimentos em drenagem pluvial e gestão eficiente de resíduos sólidos.
Desigualdade histórica na infraestrutura urbana
O Complexo da Maré, que abriga cerca de 200 mil pessoas, sofre com o reflexo de décadas de negligência estatal. Segundo a organização, menos de 1% do esgoto produzido na região recebe tratamento adequado, sendo a maior parte despejada diretamente na Baía de Guanabara, agravando o passivo ambiental da cidade.
A concessionária Águas do Rio iniciou intervenções para modernizar a rede, mas a comunidade cobra maior transparência e participação nas obras. O descarte irregular de lixo, muitas vezes causado pela falta de coleta eficiente, também contribui para o entupimento das galerias, transformando qualquer chuva forte em um risco iminente de alagamento.



