Milhares de indígenas de diversas etnias ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a marcha do Acampamento Terra Livre. O movimento, que reuniu lideranças de todas as regiões do país, foca na luta contra a exploração mineradora em terras ancestrais e na cobrança por demarcações urgentes.
Engajamento da juventude e proteção do clima
A nova geração de povos originários marcou presença ativa no protesto. Jovens como Claudia Kaxinawá destacaram a importância do engajamento político para garantir o futuro das aldeias. Além da pauta territorial, a Aliança dos Povos pelo Clima denunciou os impactos ambientais de grandes empreendimentos, como a Usina de Belo Monte e projetos de mineração que ameaçam a fauna e a flora locais.
Demandas por educação e saneamento básico
Para além das questões ambientais, a marcha serviu para reivindicar acesso a serviços básicos. Representantes de comunidades do litoral paulista e do interior do Piauí pediram melhorias no abastecimento de água e a expansão de unidades de ensino superior. A educação intercultural foi apontada como ferramenta essencial para a preservação da história e do orgulho dos povos indígenas.



