Indígenas de diversas regiões do Brasil começaram a ocupar o Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília, para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026). Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento deve atrair até 8 mil participantes até o próximo sábado, consolidando-se como o principal palco de reivindicações dos povos originários.
Pauta central: O direito à terra
Embora o movimento tenha expandido suas discussões para temas como crise climática e participação política, a demarcação de terras continua sendo a prioridade absoluta. Segundo a Apib, há uma expectativa de que o governo federal anuncie novas homologações durante o evento. Atualmente, cerca de 110 áreas estão em análise técnica pela Funai, aguardando o reconhecimento oficial como territórios de usufruto indígena.
Programação e marchas na Esplanada
O ATL 2026 também marca o início das atividades do Abril Indígena, com foco em saúde e educação diferenciada. A programação inclui debates sobre relações internacionais e as tradicionais marchas pela Esplanada dos Ministérios. A primeira grande caminhada está prevista para esta terça-feira, visando sensibilizar os poderes Executivo e Legislativo sobre a urgência da proteção dos territórios contra invasões e violência.



