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Ditadura: Estado retifica atestados de óbito de vítimas da Guerrilha do Araguaia

Governo retifica atestados de óbito de 27 vítimas da ditadura, reconhecendo violência do Estado. Victória Grabois fala sobre a luta pela memória no Araguaia.
Ditadura: Estado retifica atestados de óbito de vítimas da Guerrilha do Araguaia

Em um passo significativo para a reparação histórica no Brasil, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania entrega nesta terça-feira (31) 27 atestados de óbito retificados de vítimas da ditadura militar. A cerimônia, realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), marca o reconhecimento oficial de que essas mortes foram causadas por ações violentas do Estado.

A luta de Victória Grabois

Entre os documentos retificados está o de Maurício Grabois, líder da Guerrilha do Araguaia. Sua filha, a ativista Victória Grabois, de 82 anos, ressalta que, embora a esperança de encontrar os restos mortais de seu pai, irmão e marido seja pequena, a luta pela memória e pela verdade é inegociável para evitar o silenciamento histórico.

Memória contra o esquecimento

O movimento Tortura Nunca Mais também homenageou defensores dos direitos humanos com a medalha Chico Mendes, reforçando a conexão entre as violações do passado e a violência policial contemporânea. Para os familiares, a retificação dos documentos é um direito à dignidade e um registro fundamental para as futuras gerações sobre o período de exceção no país.