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Polilaminina: a inovação da UFRJ para o tratamento de lesões medulares

Conheça a polilaminina, substância desenvolvida pela UFRJ que promete revolucionar o tratamento de paralisia por lesão medular. Veja os avanços.
Polilaminina: a inovação da UFRJ para o tratamento de lesões medulares

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está trazendo novas esperanças para pacientes com lesões na medula espinhal. O estudo foca na polilaminina, uma substância que atua como uma rede de suporte para que os axônios — partes dos neurônios que transmitem sinais — voltem a crescer e restabeleçam a comunicação entre o cérebro e o corpo.

Descoberta e Funcionamento

A polilaminina foi descoberta acidentalmente pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho. No organismo, essa proteína ajuda na movimentação celular, mas sua reprodução em laboratório era um desafio. A substância cria uma espécie de ‘ponte’ no local da fratura medular, permitindo que o sistema nervoso, que normalmente não se regenera sozinho, encontre um caminho para se reconstruir.

Resultados dos Testes Clínicos

Após sucesso em testes com animais, um estudo-piloto com humanos apresentou resultados promissores. Pacientes que receberam a aplicação da substância logo após a lesão mostraram sinais de recuperação de sensibilidade e movimentos. No entanto, os cientistas ressaltam que novos testes em larga escala são necessários para garantir a eficácia total e a segurança do tratamento antes de sua disponibilização geral.