A Quaresma, período de profunda reflexão e preparação espiritual que antecede a Páscoa, ganhou um capítulo especial na sede do Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta terça-feira (24), o Salão Branco do Palácio do Buriti foi transformado em um espaço de celebração e espiritualidade durante a missa de Ação de Graças. O evento contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, da primeira-dama Mayara Noronha Rocha, além de secretários, autoridades e servidores da administração pública local.
A celebração, conduzida pelo padre Vanilson Silva, destacou a importância do período quaresmal — que se estende da Quarta-feira de Cinzas até a Quinta-feira Santa — como um tempo de renovação para os cristãos. Durante o ato litúrgico, o governador Ibaneis Rocha aproveitou a oportunidade para realizar um balanço emocional sobre os desafios da gestão pública e a importância do capital humano para o funcionamento da capital federal.
Reconhecimento ao funcionalismo público
Em seu discurso, Ibaneis Rocha utilizou uma metáfora robusta para descrever a rotina administrativa. Segundo o chefe do Executivo, governar é a arte de administrar problemas que chegam em grandes volumes, exigindo esforço contínuo para superá-los. O governador enfatizou que os avanços conquistados no Distrito Federal são frutos diretos da dedicação dos servidores e servidoras, que atuam como o motor da máquina pública.
A primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, reforçou o sentimento de gratidão e destacou o simbolismo da celebração dentro da sede do governo. Para ela, a presença de líderes religiosos no Palácio do Buriti fortalece o ambiente político e administrativo, trazendo uma base espiritual necessária para enfrentar as responsabilidades de cuidar da população brasiliense e do cenário político nacional.
Compromisso com a liberdade e diversidade religiosa
A missa de Ação de Graças não é um evento isolado, mas faz parte de uma estratégia consolidada da gestão atual em promover o diálogo inter-religioso e a regularização de templos. Desde 2019, o GDF tem implementado políticas públicas que visam garantir a segurança jurídica para instituições de fé. Um dos pilares dessa política é a Unidade de Assuntos Religiosos (Unar) e o programa Igreja Legal, que já alcançou a marca histórica de 558 imóveis regularizados para igrejas e templos de diversas denominações.
Além da regularização fundiária, o governo estabeleceu diretrizes urbanísticas que obrigam novos bairros do Distrito Federal a reservarem espaços específicos para atividades religiosas. Essa visão de planejamento urbano reconhece o papel social das igrejas nas comunidades, especialmente no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Durante o período crítico da pandemia de covid-19, essa importância foi ratificada pelo GDF, que classificou as atividades religiosas como serviços essenciais, permitindo que os templos permanecessem abertos para oferecer suporte emocional e espiritual.
Investimentos em cultura e infraestrutura religiosa
O apoio ao segmento religioso também se traduz em investimentos em infraestrutura e turismo cívico-religioso. O GDF avança com o projeto do Museu da Bíblia, uma obra orçada em R$ 74 milhões que promete se tornar um marco arquitetônico e cultural em Brasília. Paralelamente, a construção e revitalização das Praças da Bíblia em regiões como Brazlândia e Candangolândia demonstram a capilaridade das ações governamentais para atender aos anseios de diferentes comunidades de fé em todo o Distrito Federal.



