Edição Brasília

Pdad-A 2024: Pesquisa revela o perfil socioeconômico do Entorno do DF

Conheça os dados da Pdad-A 2024 sobre o Entorno do DF. O estudo detalha demografia, economia e moradia em 12 cidades goianas para guiar a gestão pública.
Pdad-A 2024: Pesquisa revela o perfil socioeconômico do Entorno do DF

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou recentemente o recorte de dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios ampliada (Pdad-A) de 2024. O documento oferece um diagnóstico minucioso sobre a realidade demográfica, social, econômica e territorial da Área Metropolitana de Brasília (AMB). Este território estratégico compreende o Distrito Federal e a área urbana de 12 municípios goianos, fornecendo subsídios vitais para o planejamento governamental e a integração regional.

De acordo com o levantamento, a Área Metropolitana de Brasília concentra uma população de 4.255.225 moradores, distribuídos em mais de 1,8 milhão de domicílios. Quando focamos especificamente na Periferia Metropolitana de Brasília (PMB) — que engloba as cidades goianas vizinhas —, os números revelam 1.272.409 residentes e 571.635 residências. Cidades como Águas Lindas de Goiás, Luziânia e Valparaíso de Goiás destacam-se como os centros urbanos mais populosos desse cinturão, exigindo atenção redobrada em infraestrutura e serviços públicos.

O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, reforça que a Pdad-A se consolidou como uma ferramenta indispensável para a gestão pública moderna. Segundo ele, a oferta de informações qualificadas permite que o Estado formule, monitore e avalie políticas com precisão científica, garantindo que os investimentos alcancem as áreas onde a demanda social é mais latente e urgente.

Destaques Demográficos e Sociais dos Municípios

A pesquisa traz recortes específicos que ajudam a entender a identidade e as carências de cada localidade. Águas Lindas de Goiás, por exemplo, apresenta a população mais jovem da região, com média de 29,6 anos, além de registrar o maior índice de lares compostos por casais com filhos (42,8%) e a maior presença de animais de estimação, atingindo 74% dos domicílios. Já o município de Padre Bernardo destaca-se pela representatividade étnica, possuindo o maior percentual de pessoas negras (71,5%) entre as cidades pesquisadas.

No âmbito habitacional e familiar, Planaltina de Goiás lidera com o maior percentual de domicílios próprios (76,7%) e também com o maior índice de mães solo (22,1%). No campo da religiosidade, Formosa apresenta a maior concentração de católicos, representando 64,3% de sua população urbana. Esses dados permitem que gestores locais e estaduais adaptem seus serviços e calendários às particularidades culturais e sociais de cada comunidade, otimizando a oferta de assistência social e saúde.

Integração Regional e Mobilidade Urbana

Um dos pontos cruciais da Pdad-A 2024 é a análise da interação entre os territórios que compõem a malha metropolitana. A diretora de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas do IPEDF, Francisca Lucena, explica que o dimensionamento populacional e a compreensão dos fluxos migratórios diários são fundamentais para o desenho de soluções de transporte. A pesquisa identifica com clareza se os cidadãos realizam suas atividades de trabalho e estudo no próprio município de residência ou se dependem do deslocamento pendular para o Distrito Federal.

Essa dinâmica de deslocamento é uma das prioridades estratégicas da Secretaria do Entorno do Distrito Federal. O secretário Cristian Viana pontua que a região exerce um papel vital no desenvolvimento econômico regional. Para o gestor, a proximidade com a capital federal exige um olhar integrado às demandas de transporte, saúde e educação, visto que milhares de trabalhadores e estudantes cruzam as fronteiras estaduais diariamente em busca de oportunidades.

Com os novos dados em mãos, o desafio dos governos agora é transformar as estatísticas em ações concretas de curto e longo prazo. O fortalecimento das políticas públicas integradas entre o Distrito Federal e o estado de Goiás torna-se o caminho principal para reduzir desigualdades históricas e melhorar a qualidade de vida na terceira maior concentração urbana do Brasil.