O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo decisivo para a modernização do atendimento ao cidadão com a realização da 10ª edição do concurso Melhores Práticas em Ouvidoria Pública. Ao todo, 28 iniciativas foram inscritas, demonstrando um compromisso crescente das unidades administrativas com a transparência e a eficiência. O objetivo central da premiação é estimular a inovação e transformar a escuta social em ações práticas que impactem positivamente a vida da população brasiliense.
Nesta edição, o diferencial reside na forma de apresentação dos projetos. Os participantes elaboraram materiais audiovisuais de até cinco minutos, focando nos resultados sob a perspectiva do usuário final. Essa abordagem permite uma visualização clara de como o serviço público tem se adaptado às necessidades reais da comunidade, seja através de novos fluxos de trabalho ou do uso de tecnologias facilitadoras para a resolução de conflitos e agilidade nas respostas.
A adesão ao concurso foi ampla e diversificada, refletindo a capilaridade da rede de ouvidorias no Distrito Federal. O levantamento oficial aponta que 12 trabalhos vieram de secretarias de Estado, enquanto nove representam órgãos da administração indireta. Além disso, cinco administrações regionais e duas unidades da Rede Ouvir/DF submeteram suas práticas, evidenciando que a cultura da boa gestão e do acolhimento ao cidadão está se espalhando por todas as esferas do governo local.
Inovação e Participação Social no GDF
O controlador-geral do DF, Daniel Lima, destaca que cada inscrição reflete um esforço genuíno de gestão. Segundo ele, o foco principal é converter as demandas recebidas em melhorias estruturais que facilitem o acesso aos serviços. Daniela Pacheco, ouvidora-geral do Distrito Federal, complementa essa visão ao afirmar que as ouvidorias deixaram de ser apenas canais de reclamação para se tornarem instrumentos estratégicos de participação social e governança ativa.
A avaliação das propostas segue critérios rigorosos definidos em edital, garantindo que apenas as iniciativas de alto impacto sejam laureadas. A comissão julgadora analisará a inovação e criatividade, buscando abordagens originais para solucionar desafios históricos na escuta pública. Outro ponto crucial é a efetividade, onde os resultados devem ser mensuráveis e comprovados por dados concretos de transformação social e satisfação do usuário.
A participação do usuário também possui um peso significativo na nota final. O concurso valoriza projetos que incluíram a sociedade civil na sua concepção, execução ou avaliação. Por fim, a replicabilidade é um critério essencial, garantindo que as boas ideias e soluções desenvolvidas em uma unidade possam ser adaptadas e adotadas por outros órgãos da administração pública, otimizando recursos públicos e tempo de resposta.
Reconhecimento e Futuro das Ouvidorias
Para assegurar a isenção e a qualidade técnica do processo, a comissão responsável pelo julgamento conta com nomes de peso da área. O grupo inclui representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO-DF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) e da Escola de Governo do DF (EGOV). Essa pluralidade de perspectivas garante uma análise técnica profunda, focada no que há de mais moderno na administração pública contemporânea.
O encerramento deste ciclo de inovação ocorrerá em março, durante as celebrações do Dia da Ouvidoria. O evento oficial não apenas premiará os vencedores, mas servirá como uma vitrine de soluções que podem ser escaladas para todo o Distrito Federal. Com iniciativas como esta, o GDF reforça o elo de confiança com o cidadão, provando que a voz da sociedade é o principal combustível para alcançar a excelência no serviço público e na gestão governamental.



