Edição Brasília

Chuva Extrema no DF: 40% da média de janeiro cai em 60 minutos; GDF age rápido

Chuvas intensas atingiram o Distrito Federal, despejando 40% da média de janeiro em apenas 60 minutos. Saiba quais áreas foram afetadas e como o GDF está agindo para reparar os estragos e evitar novos alagamentos.
Chuva Extrema no DF: 40% da média de janeiro cai em 60 minutos; GDF age rápido

O Distrito Federal enfrentou um evento climático de proporções extremas no último fim de semana, com destaque para a intensidade das chuvas registradas no domingo (25). Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam um cenário alarmante: entre as 13h e 14h, a estação automática do Sudoeste registrou impressionantes 84,2 mm de precipitação.

Para contextualizar a força dessa tempestade, a média histórica de chuvas para todo o mês de janeiro no DF é de 206 mm. Isso significa que, em apenas 60 minutos, choveu o equivalente a 40% de todo o volume esperado para o mês inteiro. O impacto foi tão significativo que, só nessa única hora de domingo, a capital federal recebeu mais da metade do que já havia chovido nos 25 dias anteriores de janeiro, elevando o acumulado total para 232,4 mm.

As áreas mais afetadas pelas chuvas intensas no Distrito Federal concentraram-se na região central de Brasília, incluindo o Plano Piloto e o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). O volume de água causou estragos consideráveis, exigindo uma resposta imediata das autoridades.

GDF Presente Mobiliza Reparos e Prevenção de Danos

Logo após o pico da tempestade, o Governo do Distrito Federal (GDF) acionou rapidamente as equipes do programa GDF Presente para iniciar o trabalho de reparação dos danos. O foco inicial foi a recuperação da infraestrutura viária e a limpeza das áreas mais críticas.

No Plano Piloto, as equipes concentraram esforços na recuperação asfáltica de vias essenciais, como o Setor Comercial Sul, a L2 Norte e Sul, e a W3 Sul, locais que sofreram com a erosão e buracos causados pela força da água. Além da recuperação do asfalto, o trabalho incluiu a coleta de galhos caídos e a poda de árvores no Setor Comercial Sul, visando garantir a segurança e a desobstrução das vias.

O Noroeste, uma região com grande volume de obras, exigiu atenção especial devido à formação de lama. As equipes realizaram a coleta de terra para mitigar os riscos. Alexandro Cesar, coordenador do Polo Central Adjacente 3 (Plano Piloto) do GDF Presente, reforçou o compromisso do governo. “A chuva já é um sinal de alerta. Estamos sempre atentos a essas demandas e ao que pode ser feito para proteger a população e a infraestrutura”, afirmou.

Tecnologia Drenar DF Evita Alagamentos Críticos

Em meio aos estragos, um ponto de sucesso foi registrado na Asa Norte. Alexandro Cesar destacou que, graças à eficácia do sistema de captação de água da chuva Drenar DF, inaugurado em março do ano passado, não houve danos ou alagamentos nas quadras de 1 a 5. “Nas partes principais, onde sempre tinha alagamento, não teve”, celebrou o coordenador, comprovando a importância dos investimentos em infraestrutura de drenagem.

Em Sobradinho, o GDF Presente também atuou prontamente para resolver um alagamento no comércio da Quadra 3. As ações incluíram o patrolamento e cortes estratégicos para o escoamento rápido da água, além da colocação de britas e compactação do solo para estabilizar a área.

Alerta Meteorológico e Influência da ZCAS

Segundo o Inmet, a causa das chuvas intensas no Distrito Federal está ligada à influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) desde o último dia 19. A ZCAS é um fenômeno crucial para o regime de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste durante o verão, caracterizado por um extenso corredor de nuvens que se estende da Amazônia até o Oceano Atlântico.

Apesar da ação rápida do GDF, o alerta permanece. Até a noite desta segunda-feira, a capital federal está sob aviso meteorológico amarelo (perigo potencial) para chuvas intensas. A previsão indica a possibilidade de precipitações entre 20 e 30 mm por hora, ou até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos fortes, que podem variar entre 40 km/h e 60 km/h. Moradores e motoristas devem manter a cautela máxima nas próximas horas.