O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou um aumento significativo na retirada de veículos abandonados em 2025. A Operação DF Livre de Carcaças intensificou suas ações e removeu 1.259 carcaças de vias e espaços públicos, um número que supera os 1.150 recolhimentos realizados em 2024, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).
Ao longo do ano, as equipes integradas realizaram 2.055 ações, que incluíram vistorias programadas e atendimentos a denúncias feitas pela população. Desse total, 61% das ocorrências resultaram na retirada efetiva dos veículos inutilizados. A remoção ocorreu tanto de forma voluntária, após notificação do proprietário, quanto por recolhimento compulsório direto para o pátio do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
O tenente-coronel Gleison Bezerra de Lima, da Polícia Militar do DF e responsável pela operação, atribui o crescimento da remoção veículos abandonados DF à melhoria contínua dos processos e à maior participação cívica. “Temos intensificado as ações e melhorado nossos processos. A divulgação dos canais e a colaboração da sociedade têm sido fundamentais para ampliar o alcance da operação”, explica.
Prevenção de Riscos e Focos de Dengue
A Operação DF Livre de Carcaças foca diretamente na prevenção de riscos à segurança e à saúde pública. Veículos abandonados representam um duplo perigo: podem servir de esconderijo para a prática de crimes, além de se transformarem em focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, e de outras pragas urbanas, como roedores.
A SSP-DF reforça que a retirada desses bens é crucial para a qualidade de vida urbana. “Um carro nessa situação pode ser utilizado para a prática de crimes e também representa risco à saúde pública, dependendo do estado de conservação. Por isso, a orientação é não deixar o veículo em situação de abandono”, reforça o tenente-coronel Lima.
Em casos onde o veículo apresenta um elevado grau de deterioração ou oferece risco imediato à segurança ou à saúde, a avaliação técnica pode antecipar o processo de remoção, garantindo uma resposta mais rápida entre a identificação e a retirada.
Plano Piloto lidera ranking de remoções
Em 2025, o Plano Piloto concentrou o maior número de veículos abandonados removidos, totalizando 234 registros. Em seguida, destacam-se Taguatinga, com 138 remoções, Samambaia (109), Ceilândia (83) e Guará (53). Na outra ponta do levantamento, algumas regiões administrativas registraram poucas ou nenhuma ocorrência, como Água Quente (zero), Brazlândia (um) e Fercal (um).
A abordagem aos proprietários é uma etapa fundamental do processo. Segundo a SSP-DF, as equipes conseguiram localizar os responsáveis em 60% das ocorrências, o que corresponde a 755 localizações bem-sucedidas. A notificação ocorre preferencialmente de forma presencial no local. Caso o proprietário não tome providências após até duas notificações, a terceira visita já é realizada com a finalidade de remoção compulsória.
“Quando o proprietário não é localizado ou não toma nenhuma medida para retirar o veículo da via pública, a remoção passa a ser compulsória”, detalha o tenente-coronel Gleison Bezerra de Lima.
Orientações e Canais de Denúncia
A operação não se limita à fiscalização; ela também orienta os proprietários. A principal recomendação é que carros sem uso sejam mantidos em locais privados, como garagens ou terrenos adequados, e nunca em vias públicas. Outras alternativas incluem a venda do automóvel como sucata ou para desmanche, caso o proprietário não deseje mais manter o bem.
A população é incentivada a colaborar com a Operação DF Livre de Carcaças denunciando veículos abandonados. Para registrar a denúncia, é crucial informar o endereço completo, um ponto de referência e, se possível, as características do veículo. As solicitações podem ser feitas pelos canais oficiais de atendimento do GDF.
As atividades da operação ocorrem de forma contínua e integrada, envolvendo a SSP-DF, Polícia Militar, Detran-DF, Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e as administrações regionais. As equipes estão nas ruas diariamente, garantindo que todo veículo identificado passe por avaliação técnica, sempre com base na legislação de trânsito e nos critérios de risco à coletividade.



