A Unidade de Educação Ambiental (Educ) do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) encerrou 2025 com um balanço extremamente positivo, marcado pela aprovação de quatro propostas cruciais que, juntas, somam mais de R$ 1 milhão em investimentos. Os recursos, provenientes da Câmara de Compensação Ambiental/Florestal (Ccaf), serão integralmente destinados ao fortalecimento das políticas educativas no Distrito Federal.
Luiz Felipe Blanco de Alencar, gestor da Educ, celebrou os resultados. “Conseguimos executar importantes ações planejadas e avançamos em iniciativas que surgiram de forma espontânea ao longo do ano. A aprovação dessas quatro propostas na Ccaf é, sem dúvida, uma das principais realizações, garantindo a continuidade e a expansão de nossos programas”, destacou Alencar, reforçando o compromisso da autarquia com a conscientização pública.
A importância estratégica da educação ambiental foi endossada pela governadora em exercício, Celina Leão. Segundo ela, estas políticas são cruciais para a boa gestão governamental, pois “capacitam cidadãos e servidores, promovem a sustentabilidade e resultam em benefícios econômicos, sociais e ambientais a longo prazo, transformando a forma como a administração pública e a sociedade lidam com os recursos naturais”.
Rôney Nemer, presidente do Brasília Ambiental, parabenizou a equipe pelo desempenho. “Nosso corpo de servidores está de parabéns pelo comprometimento. O resultado fica claro no balanço de ano, quando áreas cruciais, como a educação ambiental, revelam os altos números dos atendimentos dos seus programas e a captação robusta de recursos”, afirmou Nemer.
Investimentos Estratégicos e Projetos de Destaque
Entre as quatro propostas aprovadas que totalizam o investimento milionário, destaca-se a Campanha de Prevenção a Incêndios Florestais (Ppcif) para os anos de 2025 e 2026. O gestor da Educ ressalta que esta é a primeira vez que a autarquia adota uma lógica integrada de comunicação para a campanha, incluindo a criação de uma mascote própria, a Tatá, e a produção de materiais de divulgação alinhados entre todas as instituições que compõem o Ppcif.
Outro projeto fundamental é a elaboração do documento político-pedagógico do programa Parque Educador. Este projeto visa registrar metodologias, conhecimentos e processos de gestão, criando um documento norteador que explicita o funcionamento e os princípios do programa, garantindo sua perenidade e qualidade. Complementando esta iniciativa, uma das propostas aprovadas na Ccaf destina recursos para a aquisição de materiais e equipamentos para o Parque Educador.
“Essa aquisição é necessária após sete anos de funcionamento do programa. Ela garante a renovação de móveis, instrumentos e materiais de consumo nas unidades participantes, mantendo a excelência do atendimento”, esclareceu Luiz Felipe.
A quarta aprovação envolve a edição, produção e impressão dos materiais ecopedagógicos do programa Eu Amo o Cerrado e do Mapa Ambiental. “Essa medida permite a reposição de estoques e a criação de novas publicações que divulgam as belezas e riquezas do Bioma, fortalecendo nossa presença institucional em eventos e ações educativas”, explicou o gestor.
Resultados Operacionais de 2025
Além dos novos recursos garantidos, os programas padrões da Educ mantiveram um alto nível de atendimento em 2025. O programa Parque Educador, por exemplo, atendeu a quase quatro mil crianças ao longo do ano, elevando o número total de estudantes alcançados para cerca de 24 mil desde sua criação em 2018. Esses estudantes tiveram a oportunidade de conhecer o Cerrado de forma prática, utilizando as unidades de conservação do Brasília Ambiental como laboratórios vivos.
O programa Eu Amo o Cerrado distribuiu mais de 30 mil publicações, aproximando os cidadãos do DF da biodiversidade local. Paralelamente, o Centro de Práticas Sustentáveis (CPS), localizado na região do Jardim Botânico, consolidou sua vocação como polo de sustentabilidade, atingindo mais de 20 mil pessoas atendidas. A Educ também demonstrou eficiência na área de licenciamento, analisando mais de 100 processos de educação ambiental vinculados a empreendimentos, alcançando diretamente milhares de moradores do DF.
Visão para 2026
Para o próximo ano, a Educ planeja focar no fortalecimento das iniciativas já existentes e no aprimoramento contínuo dos processos de gestão, buscando maximizar os resultados alcançados com os investimentos recém-garantidos. “Mantemos a convicção de que, quanto melhor for o trabalho desenvolvido pela Educ, menos problemas ambientais precisarão ser enfrentados pelos demais setores do Brasília Ambiental”, concluiu o gestor da área, Luiz Felipe Blanco de Alencar.



