Uma nova resolução normativa estabeleceu diretrizes atualizadas para o funcionamento de laboratórios públicos e privados que realizam ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços sob vigilância sanitária. A medida visa elevar o rigor técnico e a confiabilidade dos processos laboratoriais em todo o território nacional, garantindo maior segurança para a população.
Exigências técnicas e operacionais
Entre as determinações centrais, destaca-se a obrigatoriedade de manter uma licença sanitária vigente e contar com um responsável técnico devidamente habilitado. Além disso, as instituições deverão implementar um sistema de gestão da qualidade em conformidade com a norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025, que estabelece requisitos rigorosos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
A norma também intensifica os protocolos de biossegurança. Agora, os laboratórios são obrigados a realizar avaliações de risco detalhadas, manter programas de controle de pragas, otimizar o gerenciamento de resíduos e garantir a capacitação contínua de seus profissionais. O monitoramento constante das condições de segurança para atividades que envolvam agentes físicos, químicos e biológicos tornou-se um pilar fundamental da nova regulamentação.
Padrões farmacêuticos e transparência
Para as instituições que atuam especificamente com ensaios em medicamentos e vacinas, a resolução impõe a observância estrita das boas práticas definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle de qualidade farmacêutica. O objetivo é assegurar que os insumos que chegam ao mercado possuam eficácia e segurança comprovadas.
A nova regra prevê ainda o compartilhamento de dados laboratoriais com o órgão regulador sempre que houver necessidade de monitoramento de produtos específicos. Embora os resultados de programas de fiscalização de rotina devam ser divulgados publicamente, a norma protege a integridade das investigações: resultados insatisfatórios só poderão ser tornados públicos após a conclusão da apuração sobre eventuais irregularidades.
Os laboratórios possuem um prazo de um ano para se adequarem integralmente às exigências da norma ISO/IEC 17025 e aos padrões internacionais aplicáveis ao setor farmacêutico. Essa transição é vista como um passo essencial para fortalecer a capacidade de monitoramento da qualidade dos produtos regulados no país.







