A realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, válida pela semifinal da Conmebol Sul-Americana, sofreu uma nova reviravolta jurídica. A 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, concedeu uma liminar favorável ao Consórcio Fla-Flu Serviços, suspendendo a autorização que permitia ao clube carioca utilizar o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, para o confronto marcado para o dia 20 de outubro.
Argumentos do Vasco
O Vasco da Gama informou que já protocolou um pedido urgente junto à magistrada para reverter a decisão e restabelecer o direito de mandar o jogo no Maracanã. A diretoria do clube argumenta que a mudança de local neste estágio seria inviável, destacando que mais de 46 mil ingressos já foram comercializados. Segundo a defesa vascaína, a transferência exigiria uma logística complexa, incluindo a reorganização de acessos, setores, reembolsos e a adaptação da estrutura para cerca de 250 profissionais de imprensa.
Segurança e logística
A petição do Vasco enfatiza que a alteração do estádio comprometeria o planejamento de segurança, especialmente considerando o deslocamento esperado de 50 a 60 ônibus de torcedores argentinos. Embora o clube reconheça que a Polícia Militar tenha indicado o Estádio Nilton Santos como uma alternativa viável, a defesa sustenta que o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) manteve o Maracanã como a opção preferencial devido à sua infraestrutura e capacidade de organização para eventos internacionais de grande porte.
Determinações judiciais
A desembargadora Suely Magalhães determinou que o Vasco seja intimado imediatamente para comunicar a Conmebol sobre a situação e ajustar a venda de ingressos. A magistrada ressaltou que a decisão anterior, que favorecia o clube, foi proferida sem que o consórcio gestor do Maracanã tivesse sido ouvido. A Polícia Militar também foi notificada de que o Estádio Nilton Santos está apto a sediar o evento, caso a decisão de suspensão seja mantida até a data da partida. O impasse segue aguardando uma definição final do Órgão Especial do Tribunal de Justiça.







