A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). Durante o evento, o candidato reforçou promessas de campanha e abordou temas centrais para sua base eleitoral, incluindo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Promessas e alinhamento ideológico
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, seu pai participará da cerimônia de posse. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou, sugerindo medidas voltadas à anistia do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Além disso, o candidato prometeu indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), com o compromisso de que sejam contrários à legalização do aborto e das drogas.
O candidato também aproveitou o espaço para criticar seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e convocou seus apoiadores para o debate na TV Band. “Vou falar com o coração e para cada um de vocês da família brasileira. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”, afirmou.
Clima de mobilização
O ato foi marcado por cartazes, bandeiras e uma réplica inflável de um míssil com a inscrição “Trump nuke Brazil”, em uma referência ao ex-presidente norte-americano Donald Trump. A presença de apoiadores de diversas faixas etárias demonstrou a polarização do pleito. A técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, destacou que sua participação visava fortalecer o movimento e defender leis mais rígidas contra a criminalidade.
“Eu voto nele porque sempre concordei com leis mais duras e acredito que a solução para o país, tomado pela criminalidade, seja endurecer para as pessoas terem medo de serem presas”, comentou Rainara. Já o aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos, manifestou seu desejo por mudança, argumentando que o país precisa focar no progresso e na geração de oportunidades para os jovens, criticando a gestão atual do PT.







